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  Mata de Pains e Cabeceiras do São Francisco: Ecossistemas sob Tensão Antrópica  
 

Introdução Este pequeno e rápido estudo tem como meta propor a criação do Parque Estadual da Mata de Pains – PEMP, uma região com um rico e raro ecossistema em vias de extinção, cuja área de abrangência ocupará terras dos municípios de Pains, Iguatama e Arcos, em área contígua limítrofe. Na esteira do parque está prevista a criação da Área de Proteção Ambiental - APA das Sete Cidades-Mãe do São Francisco ou das Cabeceiras, que é contígua e está a montante da Mata de Pains, que ocupará a superfície total dos três municípios acima citados, mais Córrego Fundo, Doresópolis, Piumhi, Vargem Bonita, São Roque de Minas, Medeiros e Bambuí. Nesses dez municípios estão as nascentes do São Francisco e seus primeiros afluentes que são os rios Samburá, Santo Antônio, Piumhi, Araras, Ribeirão dos Patos, São Miguel, Bambuí e Ajudas. Prevê ainda o incentivo aos proprietários rurais para destinarem matas ciliares e de topo para Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPNs. Em junho de 1998 o documento foi encaminhado ao Secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais- SEMAD, José Carlos Carvalho, que em entrevista a imprensa à época mostrou-se favorável à idéia, afirmando que “para viabilizar a proteção da Mata de Pains poderão ser utilizados recursos originários de taxas de utilização de recursos florestais e parcerias com a iniciativa privada”. Mais recentemente afirmou que caso continuasse no governo de Minas Gerais, as unidades de conservação seriam implantadas. Em setembro daquele ano sobrevoamos em helicóptero junto com o IEF – Instituto Estadual de Florestas-MG, toda a região proposta. Estudos de biodiversidade foram realizados pelo setor de zoneamento/unidades de conservação daquele instituto. Continuamos empenhados no projeto até a solução final. Informações e ações posteriores ao ano de 1998 estão inseridas no escopo do trabalho. Objetivo Criação do Parque Estadual da Mata de Pains, com área contígua abrangendo três municípios limítrofes com previsão de uma área superior a 5.000 (cinco mil) hectares. Outras formas de proteção ambiental permanentes como APA e RPPNs são previstas no projeto, devendo a APA abranger a área total dos municípios citados. A implantação dos projetos beneficiarão a qualidade de vida da população e a preservação ambiental de cerca de 20% da Mata de Pains que tem área superior a 500 km2 (50.000 hectares) e das cabeceiras do rio São Francisco. Isto representa cerca de 10.000 hectares que estarão preservados em áreas de classe-8, não agricultáveis, constituídos de maciços calcários. Se se considerar os municípios do parque proposto e a APA das Sete Cidades-Mãe ou das Cabeceiras, estarão interligados dois parques,
um estadual com outro nacional, o da Canastra., incluindo o canyon do São Leão no rio São Francisco e daí à Casca d’Anta, onde tem início o parque nacional. A área total será contínua, interligando tudo ao parque Nacional da Serra da Canastra que situa-se no topo ou platô. Em paralelo haverá o crescimento e desenvolvimento sustentado previsto na Agenda 21/Rio 92. Isto trará benefícios diretos a uma população de 50.275 habitantes segundo o censo 2000/IBGE nos três municípios e um total de 117.264 habitantes, idem, na microrregião contígua da APA das Sete Cidades-Mãe. A preservação de um raro ecossistema para as atuais e futuras gerações, com grande potencial bio-fármaco-ecoturístico somados a aspectos também peculiares geológicos, pedológicos, espeleológicos, arqueológicos, hídricos e da flora e fauna em extinção, são fatores adicionais e indispensáveis hoje em qualquer agenda de planejamento e crescimento econômico. Prevê-se ainda o soerguimento da economia rural, assim como o redirecionamento industrial e urbano de cidades, distritos e vilas, além de incentivos fiscais para proteção das velhas fazendas da região, incorporando-as ao turismo ecológico. Um programa desta natureza existe em Portugal e Espanha, onde o governo adquire, restaura e adapta velhos castelos e casarões para hospedagem ecoturística no estilo da época, os paradores. (Leia Mais)